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Augusto Índico

Publicado em CAMPOS, Carlos E. C, & CANDIDO, Maria R. Caesar Augustus: Entre práticas e representações. Vitória/Rio de janeiro: DLL-UFES/NEA-UERJ, 2014. P. 300-316

Decidimo-nos por apresentar, nesse breve texto, um aspecto bastante especial sobre as relações entre o mundo Romano e o Indiano: a apropriação de imagens. A incorporação e o uso de imagens entre culturas tão distintas revelam-nos um profundo conhecimento mútuo, manifesto pelo emprego de símbolos cujo reconhecimento, doravante, poderíamos classificar [não sem cuidado] como “geral”. Procuraremos destacar e analisar, aqui, como uma dinastia do Norte da Índia – os Kushans (30-375 EC) utilizou formas de representação imagética, empregadas no programa de renovação visual levado a cabo por Augusto (63 AEC – 14 EC), para construir um sistema iconográfico próprio. Esse sistema cumpria duas funções: criar uma identidade estética perante a própria sociedade indiana, mas também, fazer-se apresentar, imageticamente, como uma entidade imperial poderosa e bem estabelecida dentro de um ambiente internacional. Na mentalidade dos Kushans, o uso dos símbolos augustanos cumpriria devidamente essa função, como veremos.


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