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Cruzar o córrego, ter atitude


No caminho para uma aldeia, havia um córrego. Perto dele, existia um pequenino templo, cuja divindade protegia as águas. Um homem passava por ali, e queria atravessar o córrego sem se molhar. Pegou a estátua da divindade, colocou-a sobre as margens, e passou de um lado ao outro por cima dela. Algum tempo depois, outro viajante chegou até ali. Ele achou um desrespeito aquela estátua estirada como uma ponte sobre o córrego, e recolocou-a novamente dentro do templo.
A divindade ficou incomodada, e lhe enviou uma dor de cabeça. Quando os espíritos que a acompanhavam viram isso, perguntaram respeitosamente: “por qual razão puniste aquele que te colocou no altar, e não o que te jogou sobre o rio?”
A divindade respondeu: “eu protejo os que atravessam as águas, não os bajuladores”.
Zhao Nanxing (1550-1627)

Deus, deuses, divindades... A atitude é o que lhes agrada. O dogmatismo não é um campo semeado. É uma terra seca, árida, sem semente, inteiramente ‘preservada’ até sua decadência total. Uma verdadeira lavoura exige trabalho árduo, ferir a terra com a lavra, dar-lhe a responsabilidade da semente, encharcá-la de água, secar-lhe com o sol e entupi-la de esterco.

Não podemos esperar milagres sem atitudes; e não precisaremos deles com atitudes. Até os deuses sabem disso; e por isso mesmo, eles dificilmente se incomodam justamente com aquilo que é, em essência, correto.

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