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Amontoado



Junzi 君子 ou Shengren 聖人?
Quem é o sábio dos textos de Confúcio? É o junzi ou o shengren? Há certa confusão nisso, então, expliquemos. O junzi era o ‘cavalheiro’, o ‘gentleman’, da China antiga, que na visão de Confúcio deveria ser uma pessoa educada. Antes de Confúcio, o junzi era meramente um nobre, mas não necessariamente uma pessoa de conduta adequada. Era isso que Confúcio esperava minimamente das pessoas, uma conduta reta (zhong) que a ética do Educado (o junzi) implicava. Mas ser educado não transforma alguém, automaticamente, em um sábio (shengren). O Educado comporta-se na esfera ordinária da moral, sendo o cidadão comum de bem. Quanto ao sábio, ele é mais do que o Educado: ele vê o conjunto das coisas na mutação, processa as suas mudanças e compreende as sutilezas das questões levantadas pelo exercício da prática e da moral. Uma sociedade educada teria muitos junzi (cidadãos educados), mas sábios são uns poucos que estão além do padrão das convenções. Contudo, não existem sábios que não sejam educados; e assim, se precisamos de sábios para ensinar os educados, precisamos de educados para serem sábios.
Eis porque uma sociedade não se constrói meramente entre os que ‘sabem’ e os que ‘não sabem’, mas sim entre os que buscam a verdadeira harmonia na sociedade (os junzi e os shengren) e aquela ‘gente pequena’ (xiaoren) que só pensa em si mesma, estraga o funcionamento da vida e, mesmo em meio a multidão, age como se estivesse em um deserto de interesses particulares.

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De tempos em tempos os povos invocam os legistas para porem ordem no mundo. O que assusta é pensar que depois de milênios as pessoas ainda não sabem viver em liberdade. Mas quem disse que tantos séculos de impérios os prepararam para isso? E quem pode dizer que o Brasil, por exemplo, poderia ser melhor se fosse como Cuba? É difícil e temeroso pensar que o povo pede novamente um tempo cheio de nuvens e trovoadas, ainda que eles não tenham idéia do que querem, e nem do que pode ocorrer se isso volta a acontecer. A tentação de ser caminhante é tremenda nesses momentos.

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Um país que comemora a mentira (1 de abril) tem sérios problemas culturais. Quando uma sociedade aceita a mentira e despreza a sinceridade como uma forma de sociabilidade, há que se crer que uma crise está em andamento. Procrastina-se o enfrentamento dos problemas, e se adia indefinidamente a descoberta da vida. Chega um dia que a mutação atropela a todos, e tudo se transforma novamente. Poderíamos escolher entre fazer isso de maneira harmoniosa ou não, mas me parece que estar otimista tem sido cansativo demais. Será que Confúcio tinha todas essas dúvidas também, em sua época? Que perenidade perversa!

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O fascínio legista... Sempre esse desejo de ordem, que torna aceitável a violência e a exceção. Para ser implantado, o legismo não depende apenas da lei: depende do medo, que as pessoas introjetam em si. Para elas, o medo traz a ordem; e como pode haver ordem se, com tanto medo, ninguém reage diante do errado? O medo torna a lei e a ordem uma esperança, mais do que uma prática. Boas leis dependem de pessoas educadas: essas dependem da educação; e a educação tem que ensinar a autenticidade realizante ou será, apenas, condicionamento.

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A dificuldade de lidar com os santos
‘Santos’ 聖人 são aquelas pessoas que fazem coisas extraordinárias. Tais coisas são incríveis porque poucos os fazem, o que quer dizer que outras poderiam fazê-las também – mas não fazem. Um santo, pois, existe para provar que, a princípio, qualquer um poderia realizar aquilo que ele conseguiu. Contudo, sabemos que as coisas não funcionam assim. Os santos são assim chamados justamente porque são poucos, e só isso já complica bastante a vida de quem se inspira neles. A dificuldade é saber o que os santos sabem, e perder as dúvidas sobre qual o caminho a seguir. Se não o sabemos, fica difícil segui-los. Temos que acreditar que os santos sabiam o que estavam fazendo. Mas e se eles chegam e dizem como Confúcio – ‘não sei o que fazer!’*, que faremos nós então? Se eles sabem e não querem dizer, são mentirosos; mas se não sabem mesmo, então porque os seguir??? Ou se eles sabem e não podemos entender, porque insistir? E se só uns poucos podem conseguir continuar no seu caminho, então, ele não é para todos; e logo, não são santos, pois seu caminho deveria servir a todos... Que arapuca é a sabedoria! Mas se não sabemos se podemos ou não ser santos, ainda assim precisamos deles para pôr ordem de vez em quando no mundo. Se é assim, deve haver algum modo de tornar-se santo. Mesmo que isso seja para alguns poucos, alguém pode ou não realizar-se; isso implica, pois, que um pretenso santo, mesmo assim, pode vir a não sê-lo. Mas se aceitarmos também a lógica da oposição complementar (o Taiji, o sistema yin e yang), alguém, portanto, pode vir a ser santo, mesmo que não tenha sido essa a sua propensão natural original. Disso se conclui, por fim, que todos podem, de alguma forma, transformarem-se em santos, e que o caminho está aberto para qualquer um. Provavelmente por isso os santos de antigamente educavam pelo exemplo, o que precisamos voltar a fazer hoje, agora, nesse momento. Como existem bons e maus músicos, bons e maus professores, existem pessoas bem e mal educadas. Delas nascem os santos ou os ignorantes; só depende do quanto foram educadas nos princípios da vida e do humanismo. Por isso, santos são possíveis; são reais; e podemos sê-los. Para isso, todavia, precisamos nos livrar da humanidade que corrompe e nos ater ao verdadeiro lado do humanismo que salva as civilizações das calamidades e das coisas inapropriadas. Esse era – e é –o exemplo dos santos. Não se pode desprezá-los, eles são a força inspiradora tanto da ordem criativa quanto das mudanças férteis e iluminadas.

* famoso trecho de Confúcio: diante da incoerência, ele teria admitido que não sabia o que fazer também.

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O vazio é um espaço de nada. Não há tempo nele, senão aquele convencionado. Mas a ordem cósmica criada pelo tempo torna o vazio inaceitável. O espaço estático, em que o nada ocorre, é um desafio para a mente que, tal como um macaco bêbado, insiste em percorrer caminhos diversos, sem chegar a lugar algum. O vazio é o início da inquietude. Se bem dirigido, torna-se o motor da criatividade; do contrário, leva à ira destrutiva, ou a paciência resignada. No entanto, o desafio da espera de algo acontecer, nesse vazio, é de certo modo exasperante. Tal como esperar três horas por um atraso de vôo num aeroporto. As teses de um momento como esse só surgem por distração ou desconforto.

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A imobilidade como liberdade
Envolto em compromissos sociais, morais e trabalhistas, cujo salário e os deveres familiares agregam-se na ideia do ‘bem servir’, me pego a perceber que não há liberdade alguma nisso tudo. A moral não é construída para a liberdade, mas para o estabelecimento da ordem. Isso não é novidade. Todavia, durante um dia inteiro tranco-me num quarto e me dedico à imobilidade total, a preguiça absoluta. Nessa paz da inutilidade, percebo que o ato de não agir simplesmente me torna livre. Ainda que dependa de outros, eu mesmo me descubro vivendo inteiramente minha vontade, sem interrupção, de modo que tudo – aceitar a comida que me dão, me levantar, sair ou não, tudo se torna opção. Estar imóvel, inútil, é a ampla e quase total liberdade que vem da subversão das regras morais – e é uma delícia. Mas é, ao fim, egoísta. Só pode existir em função dos outros que abrem mão de suas liberdades para sustentar a de alguém. Por isso, ainda que seja atraente, a liberdade da inação não pode servir senão a meditação ou ao descanso. Alguém com um mínimo de consciência sentirá remorso se ficar parado. A sensação, porém, é convidativa; e nada como um pouco de ócio para poder renovar a crença na salvação do mundo e na liberdade da alma.

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Vi mais uma vez o filme sobre Chico Xavier. Parei para refletir um pouco; pois se minha paixão por ele não fosse por si só absolutamente inspiradora, Chico (a pessoa de Chico) é uma daquelas que fez tanto bem as pessoas que, não importando as possíveis questões religiosas que embasam suas ações, pode-se dizer que ele realmente amou a humanidade, e tornou-se um exemplo disso. Seu altruísmo e humanismo faziam de suas ações uma daquelas coisas tão boas que quem critica corre o risco de ser taxado de estúpido ou obtuso – ainda que a crítica não seja leviana (embora fossem esses, no geral, que se preocupassem em pilhá-lo). Alguns podem argumentar: Chico faria isso se fosse ateu ou de outra religião? Mas penso que isso é fora de questão. Ele fez um incomensurável bem, que nem fundamentalistas ou céticos fizeram ou têm feito. São com exemplos assim que alcanço o que pode ser o Ren 仁– um humanismo real, dedicado ao próximo, cujo amor se espalha por todos os cantos há milênios. Não lembro dos sábios-santos terem dito algo diferente disso, em todas as épocas e partes do mundo. Que memória curta e descrente nós temos. Penso como Chico nos ensinou a acreditar no ser humano, pelo próprio exemplo de humildade e humanidade que ele representou.
Como estou sendo óbvio com algo tão óbvio; e como é difícil que percebam isso! Porque tem que ser dito tantas vezes?

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O cínico autêntico
Em tempos de crise como esse, é difícil ser educado, é complicado ser um buscador da harmonia. ‘Seja leal com os outros, sincero com os amigos, pratique o que aprendeu’, dizia Confúcio. Mas como? Não há espaço – ou melhor, espaço há de sobra na multidão de erros que inspiram a condução das coisas – falta é um canto no coração das pessoas para a prática da humanidade. Admito, a tentação de ser caminhante é imensa. Abandonar a sociedade e suas convenções, deixar que o mundo se quebre em seus erros; o que podemos fazer além de assistir, se nossa luta parece vã e sem resultados?

Porém, não adianta ser um ‘cínico cínico’ – um cínico calculado, hipócrita, como todos aqueles que continuam errando e fazendo seus planos de poder. Não. Para ser um caminhante, precisa-se de um cinismo autêntico, indiferente, absolutamente distante e pouco preocupado com os destinos do mundo. De fato, inundado por sentimentos como amor, compaixão, lealdade – e mesmo, também, ódio, preocupação, insatisfação – meu coração, construído pela cultura, tem uma dificuldade tremenda de abandonar aos outros, sem imaginar no que isso pode resultar. Me custa ver pessoas boas sofrerem, porque eu precisaria esquecer o que é o ‘bom’. Desprender-se do material é, em certa medida, desprender-se também do emocional. Posso compreender isso na luta pela posse dos bens materiais, mas não alcanço como podemos nos desligar dos humanos como coisas, achando que a violência é natural (embora seja, mas encará-la com naturalidade é outra coisa...). Não. Nem Laozi concordava com isso. E Confúcio também largou tudo e caminhou. É preciso admitir: às vezes, para se ter harmonia, talvez se precise ‘estar’ caminhante. Para se ter paz. Para se ter sossego. Mas caminhar para onde? Há lugar no mundo para isso? E isso me parece mais improvável do que mudar de mundo. Para onde ir, então? Caminhar em que sentido?

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Repetir, repetir, repetir
A base do aprendizado da escrita chinesa é a repetição e a memorização. A base da fixação dos dogmas religiosos é a repetição. O domínio dos números, das operações matemáticas e das equações é a repetição.
Aprendi, pois, a repetir. E de repetição em repetição, me pus a refletir. Muitos dos meus colegas estacionaram no domínio das formas, sem mergulhar nos detalhes, ou aprofundar nos sentidos. Vejo que muitos dos mesmos colegas de profissão ensinam a repetição de modo dogmático, formando aprendizes-papagaios. Mesmo os chineses já tinham alertado contra a repetição pela repetição, que acabava por emperrar o domínio do saber.

Meus textos são cheios de perguntas, e essa é a hora: todavia a repetição seja hoje malvista (e com razão, posto que malfeita), o outro lado da questão é que o ‘ensino libertador’ não tem sido nem desafiador e nem construtor de autonomia. Ele apenas tem servido para formar maus alunos. A contradição clara dessa condição cultural é o fato de que adora-se, igualmente, os citadores. Quem domina um texto e sabe aplicá-lo no momento oportuno sai (embora nem sempre) por ilustrado, conhecedor.

Admito que tenho pensado se, ao invés de empurrar os alunos para voar, como pássaros, não deveria guiá-los pelo exemplo, como os felinos, que ensinam os filhotes a caçar. Mas humanos não são nem felinos nem pássaros. Posto assim, imagino se colocar os alunos a repetir as coisas não pode lhes fornecer uma boa base para refletir. Repetir, repetir, repetir; isso funciona na alfabetização, na música, nas artes, nas lutas, na ginástica, no aprendizado de línguas... não será o mesmo com a mente, e conseqüentemente, com a educação? Repetindo, os alunos poderão fixar os conteúdos – isso é Xue. Depois, desafiados pela vida, eles terão suas experiências críticas próprias, o aprendizado da vida, Zhi. O problema de se afirmar a repetição é não aliená-los ou bitolá-los. Do mesmo modo, imagino que se deve ter um tremendo cuidado com o que ensinar – embora alguns queiram, justamente, condicionar ao invés de ensinar. Bem, esse texto não é para eles. Após anos ensinando, percebo que para alguns nunca importou muito o senso crítico – sendo assim, é o próprio aluno que naturalmente se conduzirá a busca da discussão, dos princípios, que constituem em sai busca da sabedoria.

Me arrisco a dizer tudo isso numa época em que tudo que parece crítico e profundo foi falido. A superficialidade é tomada por profundidade, e a ausência de um sentido no educar tem dado livre margem à sofística mal intencionada. Pôr os alunos para repetir parece arrogante, limitado e egocêntrico. No entanto, se eu o fizer, e tiver certeza que seguiram um exemplo adequado, baseado em um conhecimento correto e apropriado, isso será um ganho. Creio que serão poucos os que quererão ir além; mas se ao longo da história foi assim – Confúcio já reclamava que eram poucos os que seguiam o caminho – então, talvez, não seja de todo errado.

Isso tudo exige uma tremenda responsabilidade e consciência. Afinal, se trata de construir o alicerce. Não sei se tal questão pode ser exposta abertamente, já que não seriam poucos os educadores que se aproveitariam dessas idéias para nada ensinarem – ou apenas, criarem seus clubes intelectuais, o que é pior. Mas não vejo como esse ensino atual, caótico, indisciplinado e sem propósito tem servido para algo. O ensino não é sempre divertido; às vezes ele exige interesse, iniciativa, tentativa, frustração, repetição, repetição e repetição, até o domínio do aprendizado.

Todas essas dúvidas só existem porque amo o que faço, mas estou cansado. Estou fatigado de ensinar para quem não quer aprender, numa sociedade que despreza o estudo, estou frustrado pelas opções obscuras que tem sido feitas pela sociedade e enfim, diante de tudo, tal como Confúcio, me pergunto: o que posso fazer? E repito, repito, repito as perguntas, até que elas me façam sentido, um dia, no meio de uma ponderação iluminadora. Mas haja fé para que a resposta seja positiva...

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O ‘mestre do nada’
Como havia comentado na ‘Hemeroteca dos sábios ocultos’:
‘Mestre é aquele que têm alunos’
O sábio tem discípulos que percebem sua sabedoria, e por isso é um mestre; mas há professores que somente enganam os incautos, espalhando uma suposta sabedoria que se alcança com facilidade, pouco esforço e muita arrogância. Ora, nada na vida se conquista sem aprendizado ou estudo; portanto, o aluno que acredita em falsos mestres é, também, um falso discípulo - em verdade, talvez nem mesmo estes alunos acreditem em seu mestre, mas desejam o título que ele pode lhes dar. Assim, os falsários têm seus discípulos ignorantes e picaretas. Mestre, pois, é quem tem alunos - mas existem somente os bons mestres; os maus, não o são.
Existem, pois, os verdadeiros mestres, preocupados em ensinar, progredir e serem superados pelos seus discípulos. E existem os ‘mestres do nada’.

A arte do ‘mestre do nada’ é nada ensinar. Ele se disfarça de ativo, mas não faz nada relevante. Anda de um lado para o outro distribuindo tarefas que seriam suas. Sempre ocupado, nunca responde as mensagens que lhe enviam – exceto as que sumamente lhe interessam. Envolvido em alguma ‘grande causa’, ele é surdo ao apelo da discordância e da diferença. Só lhe importa o que ele almeja.

Seus discípulos são atraídos por isso, e tentam seguir-lhe à risca os ensinamentos, ansiando um dia serem ‘mestres’ como ele – inflexíveis, intolerantes e disfarçados.

Obviamente, um ‘mestre do nada’ não forma ninguém que possa ameaçar-lhe a preponderância (daí a esperança vã de seus discípulos). Mas o dia que eles descobrirem isso, talvez ele não tenha mais seguidores – a não ser aqueles que atribuem a si mesmos a idéia de que são ‘especiais’.

O ‘mestre do nada’ não é capaz de fazer nada por si próprio. Todos os seus gostos são guiados pela moda (embora ele não goste de nada, de fato), apenas como maquiagem para atrair os incautos.

Suas teorias quiméricas, seus projetos de mudança, tudo é um grande embuste para o aumento da fama dele mesmo. Incapaz de ler qualquer grane clássico que não seja com um ‘fim útil’, a única forma de pensar que lhe é familiar é a dos estrategistas. Ele sempre se enfia em mil planos, no qual envolve os seus capachos que acreditam estarem construindo algo. Sua marca é a intransigência de seu modo de pensar, que se diz integrador desde que se concorde com ele – do contrário, que se exclua o discordante.

Não se pode conhecer o mundo olhando-o apenas de uma forma. Até alguém que um dia optou pela indiferença sabe que tudo abaixo do Céu é múltiplo, mas guiado por uma razão. Os mestres de verdade ensinam isso.

O ‘mestre do nada’ ensina que tudo é uma coisa só – a sua – por razões múltiplas que só ele conhece, e que nada podem ter de benévolo.

Se eu estiver errado, que um ‘mestre do nada’ me corrija.

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Eu sempre termino meus textos com perguntas. Quase sempre. Com tantas questões a responder, o que pretendo ensinar? ‘Só sei que nada sei’ é a desculpa do idiota, do preguiçoso e do falso-humilde, pois depois de Sócrates, ninguém pode mais usar essa frase sem tomar muito cuidado. ‘Saber o que se sabe e o que não se sabe’ – Confúcio, mais ponderado e menos chamativo, esclarece um pouco melhor o que é essa dúvida sobre saber ou não. Mas acho que pergunto a mim mesmo não aquilo que ensino, mas o que sei ensinar – ou o que eu posso, melhor dizendo. Então, como se ensinar a sabedoria, se ela for perene (e será?)? Como ensinar sabedoria, se quem ensina não a tiver? Ou, não se ensina a tê-la, mas a buscá-la. Porém, como se ensina a buscar aquilo que pode não se conseguir alcançar? Ou viver, enfim, será isso?

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